sábado, 11 de fevereiro de 2012

Médicos poderão receber ressarcimento de planos de saúde separadamente dos hospitais


Leonardo Prado
Anthony GarotinhoA Câmara analisa o Projeto de Lei 2982/11, do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), que separa o ressarcimento aos médicos daqueles feitos aos hospitais por operadoras de planos de saúde. Desde 1998, a lei 9.656/98 tornou obrigatório o ressarcimento de instituições privadas integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS) e unidades de saúde pertencentes à rede pública que atendam clientes de planos de saúde.
Atualmente, a restituição é repassada à instituição responsável pelos serviços, que se encarrega de pagar os honorários ao médico. O objetivo do projeto, ao separar as duas restituições, é evitar que hospitais ou outras instituições atrasem o pagamento aos médicos.
Pela lei atual, as operadoras de planos de saúde são obrigadas a ressarcir os serviços até o 15º dia, após a apresentação da cobrança pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O descumprimento sujeita o infrator ao pagamento de juros de 1% ao mês ou fração.
Garotinho argumenta que, apesar do prazo legal para o ressarcimento, é comum que os hospitais levem um tempo bem superior para repassar os honorários aos médicos responsáveis pelo atendimento. “Por isso estamos propondo que sejam feitos os ajustes necessários no texto da lei para agilizar os ressarcimentos a esses profissionais”, explicou.
Tramitação
A proposta, que tramita conjuntamente com o Projeto de Lei 7419/06, será analisada pelas comissões Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votada pelo Plenário.
Fonte: Agência Câmara de Notícias

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ato médico é aprovado na CCJ do Senado Federal

Dirigentes de entidades médicas e estudantes de medicina comemoraram a conquista

Mais um passo foi dado na regulamentação da medicina. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (09/02), em votação simbólica, o projeto do ato médico (SCD 268/2002), que estabelece atividades privativas dos profissionais. A proposta foi aprovada pela maioria dos senadores que compõem a Comissão. Apenas Demóstenes Torres (DEM-GO) e Aloysio Nunes (SPDB-SP) votaram contra.
O presidente da Federação Nacional dos Médicos, Cid Carvalhaes, considerou a aprovação um progresso. “Foi um avanço. Lamentavelmente, pelo regimento interno, essa decisão não é terminativa e o projeto ainda passará por mais duas comissões, o que leva à continuidade do nosso trabalho, mas a aprovação na CJJ é, sem dúvida, um passo decisivo para que finalmente regulamentem o exercício da medicina”, disse.
Na reunião da CCJ, o relator da matéria, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), rejeitou duas emendas, apresentadas pelos senadores Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), e manteve seu voto, lido no último encontro da CCJ, em dezembro de 2011.
Para chegar à aprovação, Valadares rejeitou modificações polêmicas feitas no projeto pelos deputados e resgatou medidas contidas no substitutivo de Lúcia Vânia (PSDB-GO), que foi relatora na CAS na primeira fase de tramitação no Senado.
“O relatório é uma compilação de 10 anos de trabalho e tramitação no Parlamento. Não é o relatório ideal, mas o possível diante de toda a polêmica que a matéria despertou. O relatório aprovado, de certa forma, define bem as competências do médico e nós vamos acatá-lo e trabalhar para que nas próximas comissões ele não sofra alterações”, explicou o presidente da FENAM, Cid Carvalhaes, ao analisar o relatório do senador Valadares.

A proposta segue agora para análise das comissões de Educação (CE) e de Assuntos Sociais (CAS), antes de seguir para Plenário. A reunião desta quarta-feira mobilizou dezenas de integrantes de entidades representativas dos médicos, estudantes e profissionais de outras categorias da área da saúde, que lotaram a sala da comissão.
Assista na FENAM TV o depoimento completo do presidente da FENAM sobre a aprovação do ato médico.


Por: Taciana Giesel, com informações do Senado Federal

Presidente da FENAM comenta aprovação do ato médico na CCJ

Mais um passo foi dado na regulamentação da medicina. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (09/02), em votação simbólica, o projeto do ato médico (SCD 268/2002), que estabelece atividades privativas dos profissionais. A proposta foi aprovada pela maioria dos senadores que compõem a Comissão. Apenas Demóstenes Torres (DEM-GO) e Aloysio Nunes (SPDB-SP) votaram contra.

O presidente da Federação Nacional dos Médicos, Cid Carvalhaes, considerou a aprovação um progresso. Confira!

http://youtu.be/XrYARQKKW8I

Fonte: FENAMTV

Conselhos lançam manual de prescrição médica

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba (CRM-PB) acabam de lançar uma cartilha que oferece aos médicos orientações sobre prescrição. A publicação está disponível aqui para download.

O Manual de orientações básicas para prescrição médica foi produzido em formato de bolso, para facilitar o uso. Assim, os interessados poderão tê-lo sempre ao alcance para tirar as dúvidas que surgem após as etapas de anamnese, análise, exames clínicos e reflexão que cada caso exige.

O documento – produzido pelos professores Célia Maria Dias Madruga e Eurípedes Sebastião Mendonça de Souza, ambos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) – inicialmente integrava o projeto de educação continuada do CRM daquele estado.

Segundo o presidente do CRM-PB, João Gonçalves de Medeiros Filho, o manual oferece aos profissionais acesso a orientações e medidas que dispõem sobre o uso de fármacos e que têm como meta a proteção do paciente.

"Ao observar as regras e os limites éticos impostos à prescrição, o médico transmite a devida segurança ao seu paciente, evitando o risco desnecessário, preservando sua credibilidade e confirmando sua competência. Por isso, manter-se em dia com relação ao tema é peça-chave para o bom desempenho na profissão", alerta o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila.

O manual possui 62 páginas e aborda temas como a relação médico-paciente e a prescrição médica, as etapas para uma terapêutica efetiva, os dados exigidos na prescrição médica, os modelos de receita, as exigências relacionadas à letra e ao carimbo do médico, a adesão aos tratamentos, a substituição de medicamentos e os erros de medicação. 
 
Fonte : CFM

José Maria Pontes é reeleito presidente do SIMEC

Com 94,88% dos votos, a chapa Lutas e Conquistas assume a direção trienal (2012-2015) do Sindicato dos Médicos do Ceará. A presidência continuará com José Maria Pontes, e a vice-presidência será do anterior diretor de comunicação e imprensa, Samuel Abranques Oliveira.

Conheça a nova diretoria do SIMEC
Presidente - José Maria Arruda PontesVice-Presidente - Samuel Abranques de Oliveira
Secretária Geral- Mariana Mota Moura Fé
Secretário Geral Adjunto - Pedro Henrique de Menezes Felismino
Diretor Financeiro e Patrimônio - José Tarcísio da Fonseca Dias
Diretor Financeiro e Patrimônio Adjunto - José Wellington Camerino de Oliveira
Diretor de Assuntos Jurídicos - Luis Emanuel de Assiz
Suplente de Diretor de Assuntos Juridicos - Fernande Ferreira de Carvalho
Diretor de Divulgação e Imprensa - José Carlos Albuquerque
Suplente de Diretor de Divulgação e Imprensa - Tales Coelho Sampaio
Diretor de Defesa Profissional - Jaime Alencar Benevides Filho
Suplente de Diretor de Defesa Profissional - Carlos Celso Serra Azul Machado Bezerra
Diretor de Relações com o Interior - Antonio Serrano Bezerra Neto
Suplente de Diretor de Relações com o Interior - João Batista Alves Lins
Diretor de Formação e Relações Sindicais - Bruno Machado Furtado
Suplente de Diretor de Formação e Relações Sindicais - Jedson Vieira Gomes

Conselho Fiscal - EfetivosAldaiza Marcos Ribeiro
José Edilson Araújo Melo
Antero Gomes Neto

Suplente do Conselho FiscalFernando Cruz Januário
Pablo Araújo Alves
Giovana Louella Aguiar Bezerra de Farias

Delegados Representantes junto a FENAMTeresinha Braga Monte
Maria de Fátima Castro Dias

Delegado Sindical I e II por região assim discriminados:
Região Metropolitana:
Virginia Maria Ramos Sampaio
João Alexandre de Sousa Neto

Cariri:José Flávio Pinheiro Vieira
Lucildo Leite dos Santos

Sobral/Ibiapina:Francisco José de Azevedo Fontenele
Tiago Santos dos Santos
Francisco de Oliveira Lima

Sertão Central:Francisco Rômulo Coelho de Figueiredo
Walmir Leite Pontes

Inhamus:Francisco Soares Costa
José Wellington Rodrigues

Aracati:Francisco de Assis Nunes da Costa

Iguatu:Jorge Félix Madrigal Azcuy

Juazeiro do Norte:Cícero Valdizébio Pereira Agra

Camocim:Magno Cronemberger de Oliveira
Antonio Edson Oliveira Rocha
Fonte : SIMEC

RS: entidades se unem pelo cumprimento da EC 29

O SIMERS, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional RS e diversas outras entidades da Saúde uniram-se em um movimento pelo cumprimento da Emenda Constitucional 29 no Estado. O encontro de formação do grupo ocorreu na tarde do dia 6, na sede da OAB/RS. A intenção é sensibilizar a sociedade e pressionar o governo gaúcho a aplicar 12% de suas receitas tributárias líquidas no setor, conforme manda a lei.

O deputado Darcísio Perondi, presidente da Frente Parlamentar da Saúde, participou da reunião e apresentou os números do investimento do RS desde o ano de 2000 – ano em que foi aprovada a emenda. Segundo o parlamentar, dos 27 estados brasileiros, 18 cumprem a regra. O Rio Grande do Sul é o que investe o menor índice de sua arrecadação, aproximadamente 5,5%.

Para o diretor sindical Jorge Eltz, chegou a hora de colocar a saúde como prioridade. "Se o Estado precisar retirar verbas de outro lugar, que seja. Existe uma crise por subfinanciamento, visível na insuficiente cobertura da atenção básica e nos altos índices de incidência de HIV por aqui", comentou. "Nas emergências, há gente no chão, em cadeiras, num cenário já banalizado de violação dos Direitos Humanos".

O presidente da OAB/RS, Cláudio Lamachia, concordou: "A sociedade não pode mais conviver com esta situação. Queremos que nossa pujança econômica repercuta na Saúde". Terezinha Borges, presidente da Associação Brasileira em Defesa dos Usuários dos Sistemas de Saúde (Abrasus), relatou as visitas da entidade a postos da Capital. "Faltam médicos e funcionários administrativos, e muitas estruturas deixam a desejar", declarou.

O encontro contou ainda com a presença de representantes do Conselho Regional de Medicina, Federação das Santas Casas, Federação dos Empregados da Saúde do RS, Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do RS, entre outros.
 
Fonte : SIMERS

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Ato Médico é aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça


[Foto]
Com a sala lotada por integrantes de entidades que representam médicos e outras categorias da saúde, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (8) o projeto do Ato Médico, que trata do exercício da Medicina. Os senadores acolheram relatório de Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), que modificou osubstitutivo aprovado pela Câmara. O texto precisa ainda passar pelas comissões de Educação (CE) e de Assuntos Sociais (CAS) antes de ir a Plenário.
Os dez anos de tramitação do projeto no Congresso revelam a dimensão das disputas em torno da matéria (SCD 268/2002), que determina atividades privativas dos médicos. De um lado, o Ato Médico põe fim a uma antiga reivindicação da categoria, com a delimitação legal de seu campo de atuação. De outro, os demais profissionais da saúde temiam o risco de que o texto, se transformado em lei, esvaziasse suas funções e resultasse na reserva de mercado para os médicos.

Apresentado originalmente pelo então senador Benício Sampaio, em 2002, o projeto já saiu do Senado, em 2006, na forma de substitutivo da relatora na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO). Enviado à Câmara, foi novamente modificado e voltou ao Senado como novo substitutivo, em outubro de 2009, quando passou então a tramitar na CCJ.
Para chegar à aprovação na comissão, Valadares rejeitou algumas modificações polêmicas feitas pelos deputados e resgatou medidas contidas no substitutivo de Lúcia Vânia. O relator, por exemplo, manteve como privativa dos médicos a "formulação de diagnóstico nosológico", para determinar a doença, mas retirou essa exclusividade para diagnósticos funcional, psicológico e nutricional, além de avaliação comportamental, sensorial, de capacidade mental e cognitiva.
Biópsias e citologia
Valadares também rejeitou mudança da Câmara que limitava aos médicos a emissão dos diagnósticos de anatomia patológica e de citopatologia, que visam identificar doenças pelo estudo de parte de órgão ou tecido. Para os biomédicos e farmacêuticos, a emenda dos deputados restringiria sua liberdade de atuação.
O relator retirou o dispositivo, mas manteve como tarefa restrita aos médicos a emissão de laudos desse tipo de diagnósticos.
Respiração artificial
[José Cruz/Agência Senado]
Algumas emendas da Câmara foram mantidas por Valadares, como a que trata de assistência ventilatória mecânica - intubação do paciente acoplada a equipamento que bombeia ar aos pulmões. O texto aprovado em 2006 no Senado previa como exclusiva dos médicos a "definição da estratégia ventilatória inicial" e a "supervisão do programa de interrupção da ventilação". A norma foi questionada por fisioterapeutas, que também atendem pacientes com dificuldade respiratória.
Conforme emenda da Câmara acolhida por Valadares, caberá exclusivamente aos médicos a "coordenação da estratégia ventilatória inicial e do programa de interrupção da ventilação mecânica".
Procedimentos invasivos
O projeto prevê como atribuição exclusiva de médicos a indicação e a execução de "procedimentos invasivos, sejam diagnósticos, terapêuticos ou estéticos", que incluem, entre outros, "invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para injeção". A norma motivou reação de acupunturistas e tatuadores, que temem restrição por conta da interpretação de conceito de procedimento invasivo.
Valadares manteve a norma, mas retirou da lista de atribuições exclusivas dos médicos a "aplicação de injeções subcutâneas, intradérmica, intramusculares e intravenosas", apesar de a recomendação de medicamentos a serem aplicados por injeção continuar sendo uma prerrogativa médica.
Direção e chefia
Outro aspecto polêmico se refere à determinação de que apenas médicos podem ocupar cargos de direção e chefia de serviços médicos, ficando aberta a outros profissionais apenas a direção administrativa dos serviços. As demais categorias argumentam que o atendimento é feito por uma equipe multidisciplinar, não havendo justificativa para que apenas uma categoria tenha a prerrogativa de direção e chefia na unidade de saúde.
Discussão
Na reunião desta manhã, Valadares rejeitou emenda do senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), propondo a fusão de parágrafo que exclui o exercício da Odontologia das regras previstas no Ato Médico com parágrafo que resguarda a competência de outras 12 categorias da saúde. Luiz Henrique anunciou que reapresentará a sugestão na Comissão de Educação.
Também Marta Suplicy (PT-SP) adiantou que pretende propor modificações quando da tramitação do projeto na CAS. Mesmo divergindo pontualmente do relator, Luiz Henrique e Marta votaram pela aprovação do projeto.
[Foto: José Cruz / Agência Senado]
Para Lúcia Vânia, o texto apresentado por Valadares não é "o ideal, mas o possível". Ela lembrou as inúmeras audiências públicas realizadas na primeira fase de tramitação no Senado, de 2002 a 2006, em busca de acordo entre as categorias.
O empenho dos relatores foi destacado por diversos senadores, como Vital do Rêgo (PMDB-PB), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Romero Jucá (PMDB-RR), Waldemir Moka (PMDB-MS), Inácio Arruda (PCdoB-CE), Jorge Viana (PT-AC), Paulo Davim (PV-RN) e Wellington Dias (PT-PI).
Mesmo elogiando a dedicação de Lúcia Vânia e Valadares, Aloysio Nunes (PSDB-SP) se colocou "na contracorrente" e votou contra o projeto. Para o senador, a tendência de regulamentação de diversas profissões é movida pelo corporativismo e leva "à divisão da vida social em compartimentos estanques".
A preocupação de Aloysio Nunes foi apoiada por Aécio Neves (PSDB-MG), mas o senador mineiro votou favoravelmente, seguindo argumentação de Pedro Taques (PDT-MT), pela necessidade de regulamentação da profissão de médico, como forma de "proteção da vida".
O projeto também recebeu um segundo voto contrário, do senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Ele lembrou sua posição contra a regulamentação de qualquer profissão, por considerar que isso "mutila a CLT [Consolidação das Leis Trabalhistas]". Para ele, uma futura lei do Ato Médico resultará em prejuízo para os médicos.

Fonte: Agência Senado