quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Maioria desaprova sistema público de saúde, mostra pesquisa

Brasília – Pesquisa sobre o sistema de saúde no Brasil, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope, mostra que 61% dos 2.002 entrevistados em todo o país consideram a rede pública péssima ou ruim. Somente 10% avaliaram a qualidade como boa ou ótima.

Segundo o levantamento, a avaliação mais positiva foi na Região Sul, onde 30% das pessoas ouvidas disseram que a qualidade do sistema de saúde de sua cidade é ótima ou boa. O Nordeste ficou com a pior avaliação: 62% qualificaram como ruim ou péssima.

Entre os entrevistados, 42% disseram que não perceberam melhorias no sistema nos últimos anos e 43% opinaram que ele piorou. Para o gerente executivo de Pesquisa da CNI, Renato Fonseca, os dados refletem a opinião do público e não o posicionamento do pesquisador sobre a questão.

Além disso, 24% têm plano de saúde contratado, em sua maior parte pelo empregador. As campanhas de vacinação são a iniciativa mais visível, para o público, do sistema de saúde.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Morre José Caires, presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia

A Diretoria do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná recebeu com tristeza e lamenta profundamente o falecimento do presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, José Caires Meira, na tarde deste sábado, 07/01, vítima de infarto agudo do miocárdio.

José Caires passou mal na sede do Sindimed, em Salvador, e chegou a ser socorrido por uma ambulância do SAMU, mas não resistiu e morreu logo após dar entrada no Hospital Geral do Estado da Bahia.

José Caires nasceu no dia 1 de junho de 1959, em Livramento de Nossa Senhora, interior da Bahia, e deixa viúva e dois filhos.

Nota oficial

Logo após o falecimento, o Sindimed da Bahia divulgou nota oficial lamentando a perda de um de seus militantes mais combativos. Abaixo, a nota n a íntegra.

"É com grande pesar que informamos que Dr. José Caires Meira, presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, faleceu no Hospital Geral do Estado, vítima de infarto agudo do miocárdio fulminante.

O corpo será velado na sede do Sindimed, rua Macapá 241, Ondina, a partir das 18h de hoje. O corpo será transferido para o Jardim da Saudade amanhã, 08/01/12, às 8h onde terá continuidade o velório. O horário do sepultamento ainda não foi definido.

Luiz Américo
Diretor de Comunicação do Sindimed-Ba


Fonte : FENAM, com informações do Sindimed Bahia.

Presidente da FENAM destaca atuação de Caires no movimento médico


Foto: FENAM
Presidente da FENAM destaca atuação de Caires no movimento médico
"Caires foi combativo, perseverante, fiel aos seus princípios, convicto democrata em seus embates, duro na defesa da saúde do povo brasileiro, do sindicalismo médico e dos interesses diretos dos Médicos baianos e brasileiros."

Caros Companheiros,

Acolhamos, mutuamente, o profundo sentimento de ausência e falta pelo qual estamos assumidos neste momento. Somos Médicos, Sindicalistas, conscientemente comprometidos com os embates pela vida, por melhores condições de atendimentos ao nosso povo, acreditamos e perseguimos melhores condições pela saúde e maior dignidade para nós médicos.

Somos Médicos, aprendemos, com sólidas formações a respeitar a vida, cultivar sentimentos de toda a ordem, combater a dor, o sofrimento, as limitações impostas pela imponderabilidade biológica, enfrentar com galhardia a morte.

Somos Médicos, cultivamos com altivez o acolhimento dos padecimentos de enfermos, procuramos acolhê-los da melhor forma possível, compreender fragilidades, aclarar dúvidas, assimilar indecisões, consolar padecimentos.

Somos sindicalistas, convictos das nossas razões, fieis aos nossos princípios, combatentes incansáveis pela autonomia e respeito ao trabalhador, afinados com posições ideológicas que nos convergem, defensores intransigentes dos direitos essenciais da pessoa humana e das mínimas e decentes condições de trabalho.

Ainda, como sindicalistas aprendemos a coabitar com divergências, respeitar diferenças, enfrentar situações polêmicas, enfim, exercer na plenitude da atuação a função política que abraçamos.

Apesar de tudo isto, somos frágeis. Por maiores posturas politicamente corretas que venhamos a assumir, ainda não somos capazes de compreender os desígnios da vida e acolher, com normalidade, a morte prematura de alguém do nosso convívio.

O Doutor José Caires Meira, nosso estimado Caires, se constituiu em verdadeiro exemplo dos conceitos acima expressos. Foi combativo, perseverante, fiel aos seus princípios, convicto democrata em seus embates, duro na defesa da saúde do povo brasileiro, do sindicalismo médico e dos interesses diretos dos Médicos baianos e brasileiros. Se fez presente onde necessário foi. Combateu, com especial exemplo o combate dos honrados, dos dignos, dos coerentes. Divergiu muito, convergiu em muito maior importância, lutou sempre, não se eximiu, deixando-nos legado de respeito, consideração e acima de tudo, exemplo a ser seguido.

Parte o Caires, de forma abrupta e prematura. Choca-nos a todos. Não nos cingiremos aos lamentos, há que se reverenciar sua memória e a maior reverência a prestar-lhe é aprofundar a luta por todos os preceitos que defendemos, por ele compartilhado de forma significativa e assegurarnos
que, cada um de nós, doravante, em homenagem ao Caires, deverá fazer um pouco mais para reconhecê-lo sempre.

Nossa condolências aos Médicos e a Medicina da Bahia, aos Médicos brasileiros, aos queridos amigos do combativo Sindicato dos Médicos da Bahia, e em especial, a todos os familiares do Caires.

Que tenhamos todos a grandeza de amenizar nossos sofrimentos.

Cid Célio Jayme Carvalhaes
Presidente da FENAM
Fonte : Imprensa FENAM

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Anvisa cancela registro de próteses mamárias da marca holandesa Rofil por conter material da PIP na fabricação

Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu hoje (10) cancelar o registro das próteses mamárias de silicone da marca holandesa Rofil e proibir a venda do produto no país. A decisão foi tomada depois da constatação de que a Rofil comprou material da empresa francesa Poly Implant Prothese (PIP) para a fabricação dos implantes.

A PIP é acusada de ter usado silicone industrial nos produtos, o que aumenta o risco de ruptura da prótese. A Anvisa também recebeu queixas de mulheres contra a marca holandesa. A prótese mamária da Rofil é importada e distribuída pela empresa Pharmedic Pharmaceutical, que detém o registro desde 2009 com validade até 2014. O cancelamento e proibição de venda do material da Rofil devem ser publicados no Diário Oficial da União nos próximos dias.

O gerente comercial da Pharmedic Pharmaceutical, Adriano de Paiva, informou que a empresa vendeu somente um lote com 50 pares de próteses em 2009. Depois daquele ano, a empresa não fez nenhuma importação porque o produto encareceu muito – passando de R$ 2 mil para R$ 2,5, disse Paiva. Ele acrescentou que, até hoje, a empresa não recebeu qualquer reclamação de pacientes.

A Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética recomenda a retirada preventiva das próteses da Rofil, assim como no caso das próteses da PIP. Já a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica aconselha as mulheres com implantes da PIP a procurar seu médico para uma avaliação clínica.

Amanhã (11), técnicos da Anvisa e das entidades representativas dos cirurgiões plásticos vão se reunir para definir como será o atendimento a pacientes com implantes da PIP. A agência informou ter recebido pelo menos 12 queixas de usuárias.

A venda das próteses PIP está proibida no Brasil desde abril de 2010. O registro foi cancelado no dia 30 de dezembro de 2011, após a divulgação das denúncias, na França, de uso de material impróprio e risco maior de rompimento das próteses.

Fonte: Agência Brasil

Governo do Rio cria Força Estadual de Saúde para agilizar o atendimento em situações de desastres naturais

Rio de Janeiro – O governo do Rio anunciou hoje (10) a criação de uma Força Estadual de Saúde para ampliar o atendimento às vítimas de desastres ocasionados por eventos epidemiológicos e desastres naturais, como as recentes enchentes e deslizamentos de terra que já deixaram pelo menos 15 mortos no estado desde o início do ano.

“É o caso, por exemplo, das cidades que sofrem pelos efeitos das chuvas, ou, por exemplo, com epidemia de dengue. Se tiver ocorrência e necessidade, a Força será acionada para dar suporte e apoio ao município que está desassistido. Cabe ao prefeito fazer a requisição e ao governo do estado, através da Secretaria de Saúde, avaliar e acionar a Força”, explicou o secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, destacando que a Força contará com colaboradores remunerados por plantões.

O objetivo, segundo o secretário, é diminuir o tempo de resposta e reforçar as equipes nas situações de emergência em locais vulneráveis, bem como melhorar a qualidade do atendimento à população com equipes de vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental, assistência farmacêutica, rede hospitalar, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e saúde mental.

A Força Estadual de Saúde vai monitorar e orientar tecnicamente o envio de insumos, profissionais, recursos e, se preciso, hospitais de campanha às localidades afetadas.

Com auxílio dos municípios, será criado um cadastro de profissionais qualificados e treinados para agilizar a mobilização de recursos humanos e materiais nas áreas afetadas para atender os feridos, evitar e conter a proliferação de doenças.

Hoje, o governo do Rio homologou a situação de emergência decretada por sete municípios das regiões Norte e Noroeste fluminenses: Cardoso Moreira, Laje do Muriaé, Santo Antônio de Pádua, Aperibé, Itaperuna, Italva e Miracema. De acordo com o decreto, publicado hoje no Diário Oficial, o aumento e transbordo do Rio Muriaé, devido às fortes chuvas dos últimos dias, causaram enchentes e inundações graduais nessas regiões.

Fonte: Agência Brasil

Quase metade dos usuários de crack da cracolândia do centro de São Paulo se submeteria ao tratamento da dependência

São Paulo – Pesquisa Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que 47% dos dependentes de crack que frequentavam a cracolândia – região de intenso tráfico e consumo de drogas no centro de São Paulo – disseram que se submeteriam a um tratamento. A maior parte deles, 62,3%, expressaram o desejo de parar de usar drogas.

“O dado é muito relevante, pois aponta que existe uma vontade do usuário de interromper o uso”, disse o psiquiatra Marcelo Ribeiro, um dos coordenadores da pesquisa e diretor de Ensino da Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas da Unifesp.

Uma parte menor dos entrevistados (18,8%) declarou que gostaria de se submeter a um tratamento que permitisse apenas diminuir o consumo, e 18,9% não desejam interromper ou diminuir o consumo da droga. A pesquisa, divulgada hoje (10), ouviu 170 dependentes de drogas em dezembro de 2011. Foram 102 homens e 68 mulheres - 10% delas estavam grávidas.

De acordo com o levantamento, 51% dos usuários disseram acreditar que conseguiriam parar de consumir crack sem internação, enquanto 34% manifestaram que aceitariam que o tratamento da dependência da droga envolvesse, ocasionalmente, uma internação involuntária.

“Isso mostra que, em parte, o usuário reconhece que fica refém da doença a ponto de só conseguir se curar se houver uma intervenção mais incisiva, mesmo que à revelia. Apesar de a maioria dos usuários não concordar com a internação compulsória”, apontou o psiquiatra.

A pesquisa mostra também que a maioria dos usuários (61%) já se submeteu a algum tratamento contra a droga. Entre as organizações que ofereceram tratamento estão a igreja (53%), organizações não governamentais (22%), projetos sociais do Poder Público (10%), família ou amigos (5%), casas de recuperação (2%) e 8% não informaram quem ofereceu.

“Ou a participação do Poder Público foi pequena ou foi pouco enxergada por eles. Há ações da prefeitura e do estado ali, mas não são vistas pelos usuários como alternativas. Para a imensa maioria deles, o Poder Público nunca lhes ofereceu nada”, disse o médico.

Em relação aos recursos para comprar o crack, 59% declararam ter dinheiro próprio para obter a droga, 13% reconheceram que roubam, 13% disseram que recorrem à troca de objetos pessoais, 12% obtêm os recursos de esmolas, 9% de furtos, 9% de dinheiro obtido da venda de objetos de família, 11% trocam droga por sexo e 13% obtêm recursos da prestação de serviços ao traficante.

O levantamento mostra ainda que cerca de 30% dos dependentes sofreram algum tipo de violência na cracolândia. Seis mulheres disseram ter sido vítimas de abusos sexuais de outros usuários. Mais da metade dos dependentes (54%) já foram detidos ou presos. Entre eles, 46% informaram que o motivo da detenção foram relacionados ao consumo de crack.

Fonte: Agência Brasil

Estudo do Ipea mostra que regiões Norte e Nordeste têm menos médicos do SUS

São Paulo – A média de médicos por mil habitantes que atendem no Sistema Único de Saúde (SUS) é 3,1 nas regiões Norte e Nordeste, 1,9 no Sul e 2,4 no Sudeste, indicou a pesquisa o Estado no Brasil, que analisa a atuação do Estado em diversas áreas, divulgada dia (5), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo a pesquisa os dados permitem concluir que os profissionais mais bem qualificados estão concentrados nas regiões mais desenvolvidas economicamente.
De acordo com o presidente do Ipea, Márcio Pochmann, a desigualdade na saúde ocorre porque os equipamentos e a presença dos profissionais é diferenciada. “O Estado tem uma atuação bastante complexa do ponto de vista de um país continental e com uma população que é a quinta do mundo. Essa complexidade é maior pelo fato de termos um sistema único de saúde especialmente na atuação pública fazendo com que todo o país seja atendido embora as regiões mais ricas sejam aquelas que possuem melhores equipamentos e maior presença de profissionais, quando os estados mais pobres não têm o mesmo padrão de intervenção”.
Na área da educação o estudo mostrou que a taxa de frequência permanente no ensino fundamental é maior em Mato Grosso do Sul (94,4%), no Ceará (93,5%) e em São Paulo (93,4%) e mais baixa no Pará (87,2%), Sergipe (87,3%) e em Pernambuco (87,6%). Segundo Pochmann, o resultado mostra que o acesso à presença na escola não é universalizado no país.
No caso do ensino médio, o Distrito Federal tem maior permanência com 68,8 % da população na escola, seguido por Goiás (64,1%) e Mato Grosso (60,9%). No outro extremo aparecem Roraima (31,6%), Acre (33,3%) e Amazonas (34,4%). O resultado é 2,2 vezes de diferença entre um extremo e outro. “A taxa de frequência do ensino médio é inaceitável. O Brasil precisa universalizar não apenas o ensino fundamental, mas também o médio, pois eles são requisitos básicos da sociedade de conhecimento e construção”.
A pesquisa também analisou a presença dos bancos públicos nas regiões. Quando se fala em número de agências bancárias por mil habitantes o resultado é que há 5,3 agências no Sul, 3,9 no Centro-Oeste, 3,7 no Sudeste, 2,8 no Nordeste, e 2,6 no Norte. Quanto a cobertura bancária é medida por número de cidades em cada região, o Centro-Oeste tem a maior cobertura com 66% dos municípios atendidos, o Sudeste tem 60,2%, o Sul 56,8%, o Nordeste 39,4% e o Norte 38,3%.
Na área de segurança pública, a polícia civil está presente em 82,4% dos municípios brasileiros, o número de delegacias no país é de 4.660. O Nordeste é a região que concentra o maior número de delegacias (1.794), seguido do Sudeste com 1.668, do Sul com 1.188, do Centro-Oeste com 466 e do Norte com 449.

Fonte: Agência Brasil