quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ministro da Saúde apresenta no Rio programa SOS Emergência


Rio de Janeiro - Um dia depois de lançar, em Brasília, o programa SOS Emergências para qualificar e ampliar o atendimento nas emergências de 11 hospitais do país, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou o Hospital Municipal Miguel Couto, na zona sul do Rio de Janeiro, para apresentar a iniciativa. No Rio, além do Miguel Couto, o Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, na zona oeste, também será contemplado pelo programa.
De acordo com Padilha, serão investidos no Miguel Couto R$ 300 mil por mês para instalar e garantir o funcionamento de um Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar para melhorar a classificação de risco dos pacientes que chegam à emergência.
“Quem chegar aqui vai ser recebido por um profissional [do núcleo] que vai perceber a gravidade da condição do paciente para acelerar o atendimento. Os profissionais desse núcleo também vão reforçar a capacidade de reunir informações sobre o que se faz na emergência e encaminhar, quando necessário, pacientes a outras unidades, como as UPAs [unidades de Pronto-Atendimento], desafogando o atendimento no hospital”, disse Padilha.
O ministro ressaltou que o SOS Emergências também prevê na unidade um investimento de R$ 3 milhões destinados a medidas estruturantes, como a compra de equipamentos e reformas no setor. Padilha destacou que a unidade deverá ganhar, por intermédio do programa, um serviço de enfermaria de retaguarda para os pacientes que, tendo sido atendidos nos serviços de urgência e emergência, precisem de leitos para continuar internadas por um tempo curto.
“Estamos começando esse programa pelas maiores emergências do país, e o Miguel Couto concentra atendimentos de trauma, neurológicos e acidentes de trânsito, que são um dos grandes problemas no país. Inicialmente são 11 emergências e vamos chegar a 40 hospitais até 2014”, acrescentou Padilha.
No fim da visita do ministro, pacientes que aguardavam atendimento ambulatorial reclamaram da espera. aposentado Antônio Machado, 59 anos, contou ter chegado à unidade às 5h de hoje, acompanhando da mulher, que foi atropelada há alguns dias, para uma consulta com o ortopedista. Às 12h, no entanto, eles ainda não tinham sido atendidos. “A gente está esperando desde cedo e ainda não sabe a que horas conseguiremos um médico.”
Fonte: Agência Brasil

Ministério da Saúde convoca 230 médicos aprovados em concurso para hospitais federais do Rio


Rio de Janeiro - O Ministério da Saúde está convocando 230 médicos aprovados em concurso público para reforçar o quadro de funcionários dos seis hospitais federais no Rio de Janeiro. O anúncio foi feito hoje (9) pelo ministro Alexandre Padilha, durante visita ao Hospital Municipal Miguel Couto, na zona sul da cidade. A unidade é a primeira a ser contemplada pelo programa SOS Emergências, lançado ontem (8) pelo governo federal para qualificar o setor de emergência com a regulação de leitos.
Padilha destacou que, além disso, somente para o Hospital federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, na zona oeste, foram chamados 17 anestesistas. Oito deles já se apresentaram à unidade, cujos funcionários fizeram ontem (8) uma paralisação em alguns setores para protestar contra a falta de profissionais. Os servidores já haviam suspendido as atividades pelo mesmo motivo no dia 24 de outubro.
“Estamos convocando [esses profissionais] para ampliar o serviço de atendimento nessas unidades. Eles serão distribuídos exatamente onde são mais necessários, onde as reformas estruturais que nós fizemos já estão prontas”, disse Padilha.
Para a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social do Rio (Sindisprev/RJ) Célia Souza, o anúncio da convocação é fruto da mobilização dos servidores, que vêm pressionando o governo pela ampliação do quadro de funcionários. Ela considerou, no entanto, que o número de médicos é insuficiente para suprir o déficit das unidades.
Segundo Célia Souza, somente no Cardoso Fontes, onde 5 mil pessoas aguardam na fila por cirurgias de diversas especialidades, seriam necessários cerca de mais 90 médicos para prestar um atendimento “minimamente razoável”.
“Essa contratação emergencial vai ajudar a reduzir a fila por cirurgias, mas não resolve o problema porque também sofremos com falta de outros profissionais, como enfermeiros. Temos um quadro grave de envelhecimento dos funcionários, que não são repostos no ritmo necessário”, assinalou ela.
Ainda durante a visita, Padilha ressaltou que desde o começo do ano o governo tem investido na reestruturação dos hospitais federais no Rio. “Estamos investindo R$ 400 milhões em obras nessas unidades, promovemos auditoria em parceria com a CGU [Controladoria-Geral da União] para avaliar os procedimentos e centralizamos a compra dos medicamentos e insumos para garantir o menor preço.”
Fonte: Agência Brasil

Salários baixos e condições de trabalho precárias de médicos comprometem saúde pública no DF, diz sindicato


Brasília – Apesar de estarem no topo da tabela de remuneração da categoria no país, médicos do Distrito Federal que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) consideram os salários baixos e reclamam das condições precárias de trabalho. Para o presidente do Sindicato dos Médicos de Brasília, Marcos Gutemberg Fialho da Costa, o atual quadro se deve a uma situação estrutural.
“São péssimas condições de trabalho, sem cadeira ou mesa ergonômica, com sala insalubre e sem ventilação. Pacientes ficam no chão e o médico tem que medicar. Você não tem segurança, nem mesmo física – há uma demanda enorme de pacientes que ficam aguardando por horas e, quando entram, às vezes, ocorre até agressão”, completou.
Em entrevista à Agência Brasil, ele confirmou a situação registrada pela equipe de reportagem em hospitais regionais de cidades como Gama, Santa Maria e Taguatinga, onde, devido ao número insuficiente de profissionais, os médicos não conseguem atender pacientes nos pronto-socorros. “Temos anos de falta de reposição de colegas que se aposentaram. A coisa chegou ao gargalo”, disse.
Dados da Secretaria de Saúde indicam que 5.110 médicos trabalham na rede pública do DF. O déficit atual, calculado pelo sindicato, passa de mil profissionais. O salário-base, com jornada de 20 horas semanais, é R$ 4.143,57.
Para Costa, é preciso realizar concursos públicos que ofereçam condições atraentes aos candidatos, para que médicos aprovados em processos seletivos não desistam do cargo. “Os médicos que hoje permanecem são os que estão há algum tempo no sistema e que realmente gostam de fazer medicina pública. Esses continuam. Mas os que entram com uma perspectiva de situação mais favorável na iniciativa privada não vão ficar.”
A coordenadora da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), Celeste Aída Silveira, explicou que o atual currículo do curso engloba disciplinas como práticas da saúde e saúde e sociedade, que incluem atividades práticas em centros de saúde já no primeiro semestre. A ideia, segundo ela, é antecipar o contato dos alunos com a realidade da rede pública de saúde no DF.
“Isso serve até para eles sentirem e não ficarem tão temerosos de entrar nessa linha. Assim, eles já sabem que as condições não são ideais, que há restrições de ambiente de trabalho, de disponibilidade de exames e de medicamentos. Tenho observado que essa nova orientação tem melhorado a tendência dos estudantes [de trabalhar no setor público]”, contou.
A maioria dos alunos, de acordo com dados da própria faculdade, busca, ao iniciar a vida profissional, conciliar o trabalho na rede pública e no setor privado.
É o caso de Artur Souza Rosa, 20 anos, aluno do 3º semestre de medicina na UnB. Ele pretende trabalhar no SUS, mas sonha mesmo em abrir uma clínica particular e tentar dividir o tempo entre o atendimento no setor público e no privado. “A maior dificuldade e o que acaba desestimulando profissionais da área é a falta de material, de leitos, de espaço e de tantas outras coisas [nos hospitais públicos]. Deveríamos, aqui em Brasília, ser referência para o resto do país, mas estamos longe disso.”
O aluno do 5º semestre Rodrigo Sousa Bresani, 25 anos, contou que escolheu a profissão pelo impacto social e pelo estímulo de parentes que são médicos. A avaliação do estudante é que a rede pública de saúde no DF não funciona e tem muito a melhorar. “O sucateamento, a falta de medicamentos e os salários baixos da rede pública com certeza desestimulam os alunos que escolhem o curso pensando no retorno financeiro. O sistema público precisa de estabilidade, apoio e dedicação.”
Em entrevista à Agência Brasil, o secretário adjunto de Saúde, Elias Fernando Miziara, lembrou que os médicos do SUS, no DF, recebem gratificações por trabalhos prestados em centros de saúde e em emergências e que dificilmente a remuneração se resume ao salário-base indicado pelo sindicato. “Temos um setor privado que está remunerando melhor, mas entendemos que é uma questão de tempo para esse mercado se esgotar”, disse.
Miziara reconheceu a precariedade das condições de trabalho a que são submetidos os profissionais de saúde de rede pública. “De fato, existem problemas. Pegamos essa rede absolutamente depauperada [afetada por redução de recursos financeiros]. Não é só a questão de móveis, mas de equipamentos e medicamentos com falta generalizada.”
Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

TRÊS ANOS DO ASSASSINATO DA MENINA RACHEL

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná manifesta solidariedade aos familiares da menina Rachel Genofre na data em que completam três anos do seu desaparecimento e morte.

Após três anos dessa lamentável tragédia, o criminoso responsável por tamanha brutalidade continua solto sem que haja pistas ou indícios da autoria dos crimes. 

É urgente que os gestores públicos reforcem os investimentos em segurança pública, para que este e tantos outros crimes violentos que assolam nosso estado sejam solucionados e não se repitam. 

Mario Antonio Ferrari
Diretor Presidente do SIMEPAR

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Anvisa - Estudos britânicos e do FDA apontam risco em contraceptivos

A Anvisa solicita que os profissionais de saúde notifiquem à Agência sobre as reações adversas graves em mulheres que tomam anticoncepcional contendo o hormônio drospirenona, mesmo que as reações estejam descritas em bula.
As notificações devem ser feitas pelo sistema Notivisa, disponível no sítio da Anvisa pelo endereço eletrônico. Esse acompanhamento mais atento se deve à publicação de estudos recentes no British Medical Journal e no sítio eletrônico da agência norte-americana para medicamentos e alimentos, o FDA (Food and Drugs Administration).
O estudo divulgado pelo FDA na quarta-feira (25/10) sugere um risco aumentado de formação de coágulos sanguíneos, de trombose venosa e tromboembolia pulmonar. Dois artigos publicados no British Medical Journal (BMJ) levantaram a mesma questão.
As pacientes em uso de anticoncepcional contendo o hormônio drospirenona devem seguir todas as recomendações do médico que as acompanha. É importante comunicar imediatamente ao médico caso desenvolvam reações adversas durante o uso, mesmo que as reações constem da bula.
A Anvisa informa aos profissionais de saúde e pacientes que ainda não concluiu parecer definitivo sobre os medicamentos, mas permanece acompanhando o assunto. No momento a posição da Agência é favorável ao uso, desde que utilizados sob supervisão médica e de acordo com as orientações contidas na bula.
Estudos publicados anteriormente, em 2007 e 2009,  também abordaram o risco de coágulos sanguíneos em mulheres que usam pílulas anticoncepcionais contendo drospirenona. Entretanto, esses estudos tiveram resultados conflitantes.
Imprensa/Anvisa

Médicos-residentes passam a ter direitos trabalhistas e reajuste do valor das bolsas


Brasília - O Diário Oficial da União publicou ontem (31) lei que aumenta o valor da bolsa-auxílio de médicos-residentes em todo país, de R$ 1.916,45 para R$ 2.384,82. A nova lei também concede aos residentes direito de contribuir com a Previdência Social (na modalidade contribuinte individual) e permite que a categoria tenha uma data-base anual.
Os residentes ainda passam a gozar de direitos como licenças paternidade de cinco dias e maternidade de 120 dias (podendo esta ser prorrogada por 60 dias) e poderão contribuir com conselhos classistas.
As instituições de saúde que mantêm programas de residência médica, por sua vez, deverão assegurar aos bolsistas moradia, alimentação e condições adequadas de higiene e descanso.
Segundo o secretário-geral da Associação Nacional dos Médicos-Residentes, Natãn Katz, a lei é fruto de um movimento grevista dos residentes que durou 40 dias, entre agosto e setembro do ano passado. Apesar de reclamar dos baixos valores pagos aos residentes, cerca de 20% menos que o salário de um médico em início de carreira,  o secretário reconhece os avanços da lei. E destaca, entre eles, a isenção de Imposto de Renda sobre a bolsa. O benefício também vale para residentes de outras profissões ligadas à saúde, como enfermeiros, psicólogos e nutricionistas.
Fonte: Agência Brasil

Dilma sanciona lei que aumenta bolsa para médicos residentes

Foto: Divulgação/Internet
Dilma sanciona lei que aumenta bolsa para médicos residentes
Além de aumentar a bolsa dos residentes, a nova lei também institui, como consequência de alteração feita pela Câmara dos Deputados, regras para cobrança de anuidade pelos conselhos profissionais.

A presidenta Dilma Rousseff sancionou na última sexta-feira (28) a Lei 12.514 – publicada ontem (31) no Diário Oficial da União – que reajusta a bolsa para médicos residentes e fixa em R$ 2.384,82 o valor do benefício para jornadas de 60 horas semanais.

A lei determina ainda que a instituição de saúde responsável pelos programas de residência ofereça aos alunos moradia, alimentação e condições adequadas para repouso e higiene. E diz que o valor da bolsa do médico residente poderá ser objeto de revisão anualmente.

Outro ponto estabelecido pela lei refere-se ao pagamento das contribuições devidas aos conselhos profissionais. Para profissionais de nível superior, por exemplo, a legislação institui em R$ 500 a anuidade a ser paga para o conselho federal.

De acordo com a lei sancionada pela presidenta Dilma, o valor exato da anuidade e as regras para isenção e descontos serão estabelecidos pelos respectivos conselhos federais.
A lei entrou em vigor ontem (31/10).
Fonte : Blog do Planalto